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Os Maias

Hoje vamos falar sobre os Maias, que foram um povo pré-colombiano, começando pela sociedade. Eles se localizavam nas montanhas de onde hoje é a Guatemala, porém depois se descolaram pela floresta e preencheram quase toda a Guatemala e outros países como o México e Belize. Eles se deslocavam pela floresta tropical.

Introduzindo sua agricultura, a produção de alimentos para os maias era de grande importância. Estava vinculada ao ciclos agrícolas, astronomia e religião. No caso da religião, o milho tinha até seu próprio Deus! Era essencial para a vida, e podemos provar com o seguinte dado: 90% da população Maia se alimentava apenas da agricultura. Ela até ajudou no desenvolvimento da cultura maia, todavia, essa dependência da agricultura poderia ter sido seu fim, pois períodos de seca prolongados e uma população maior para alimentar poderiam ter sido fatores para o colapso da civilização Maia

Se aprofundando um pouco mais no Deus do Milho, ele sempre era retratado nas imagens com uma cabeça com espiga de milho, e na mitologia maia ele é o Deus criador equivalente ao “ Caos” ou a “ Gaia” na mitologia grega. Se fosse preciso alguma prova adicional de referência Maia pelo milho, bastava simplesmente o texto sagrado chamado Popol Vuh, este mostrava que os ancestrais da humanidade eram feitos de milho. Ah! E não pense que os Maias só se importavam com o Deus do Milho, pois também tinham outros deuses como o Ek Chuah, conhecido por ser o deus do cacau e o Deus Chac, deus da água que era muito adorado em tempos de seca.

Os métodos de agricultura dos Maias eram bem interessantes, a qualidade e quantidade dos alimentos variavam muito dependendo de sua localização, por exemplo, nas regiões de Peten e Puuk o solo era fértil e era obtido alimentos de alta qualidade, contudo tinha uma área muito pequena que produzia poucos alimentos. Por conta disso, alguns Maias tinham dificuldade em conseguir plantar, então a partir daí começaram a criar técnicas para deixar os solos mais férteis e com grande produtividade. Uma das mais usadas era de usar campos elevados, especialmente perto de cursos de água e planícies alagadas. Nestes locais eram construídos terraços de paredes de pedra para coletar resíduos férteis de iodo da água. As cidades sem acesso a tanta terra que nem sempre podiam usufruir das técnicas Maias, para manter sua economia poderiam comercializar com cidades vizinhas mais produtivas, mercadorias como sal, mel, e bens preciosos, como metais, penas e conchas eram frequentemente trocados por produtos vegetais.

Os Maias possuíam um cardápio bem diverso, eles viviam da caça, da pesca e da coleta de vegetais. Tornaram comestíveis o milho, a pimenta e o feijão. Eles comiam feijão, abóbora, algodão, cacau e abacate. A base de sua alimentação era o milho, seja assado, cozido ou em farinha.

Falando sobre sua cultura, eles ergueram muitas cidades por conta da sua desenvolvida agricultura. Eram independentes. Eles não tinham império, então o que os mantinha unidos era a fé nos mesmos deuses, línguas, saberes e técnicas. Suas estradas (parte importante do seu dia a dia) tinham mais de 10 metros de largura. Nas suas grandes cidades ou melhor megalópoles (por ter cidades do tamanho de São Paulo) tudo era estrategicamente pensado e até eram feitos canodutos para o transporte de água e cheia de comércio. Seus templos eram em forma de pirâmide. As pirâmides egípcias serviam como túmulo, já as Maias, como algo religioso. Algumas pirâmides, como a de Tikal mediam mais de 60 metros de altura e era aumentada quando um rei morria.

Agora, a parte mais temida por todos, o fim do mundo maia (aquele que causou repercussão em 2012) e seu calendário. Eles eram muito avançados e se destacavam na Astronomia, e assim conseguiram prever os eclipses solares, calcular a duração do ano com bastante precisão e descrever as fases de Vênus. Segundo eles o Fim do mundo ocorre a cada 52 anos e depois tudo recomeça no 1, porém não era um fim do mundo como interpretado pelas pessoas em 2012. Na verdade, esse fim do mundo era uma festa, com o objetivo de renovar tudo que tinha acontecido durante os 52 anos anteriores. Pela sua Astronomia eles também desenvolveram dois calendários e os utilizavam simultaneamente. Cada um Servia para uma coisa. Um era o religioso e festivo de 260 dias em 13 grupos de 20 dias. E o segundo era o calendário solar com 365 dividido por 18 grupos e 20 dias mais 5 adicionais.

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